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20 de Outubro de 2019
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    É possível transfusão de sangue em Testemunha de Jeová , decide o STJ

    Justiça brasileira decide: risco iminente de morte obriga médico a fazer transfusão de sangue em testemunha de Jeová, mesmo contra a vontade da família

    DellaCella Souza Advogados, Advogado
    há 5 anos

    Por Laura Capriglione

    Justia brasileira decide risco iminente de morte obriga mdico a fazer transfuso de sangue em testemunha de Jeov mesmo contra a vontade da famlia

    Embora correta, tem gravíssimas consequências potenciais a decisão desta semana da 6.ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que isentou de responsabilidade pela morte da menina Juliana Bonfim da Silva, de apenas 13 anos, os pais dela, que alegaram motivos religiosos para se opor à realização de uma transfusão sanguínea salvadora. Para o STJ, a responsabilidade pelo trágico desfecho foi exclusivamente dos médicos.

    Testemunhas de Jeová, os pais de Juliana, o militar aposentado Hélio Vitória dos Santos e a dona de casa Ildelir Bonfim de Souza, moradores em São Vicente, litoral de São Paulo, internaram-na no Hospital São José em julho de 1993, durante uma crise causada pela anemia falciforme, doença genética, incurável e com altos índices de mortalidade, que afeta afrodescendentes. A menina tinha os vasos sanguíneos obstruídos e só poderia ser salva mediante a realização de uma transfusão de emergência.

    Os médicos que atenderam Juliana explicaram a gravidade da situação e a necessidade da transfusão sanguínea, mas os pais foram irredutíveis. A mãe chegou a dizer que preferia ter a filha morta a vê-la receber a transfusão. A transfusão não foi feita. Fez-se a sua vontade.

    As Testemunhas de Jeová baseiam-se na “Bíblia” para recusar o uso e consumo de sangue (humano ou animal). Entendem que esta proibição aparece em muitas passagens bíblicas, das quais as seguintes são apenas exemplos:

    Gênesis 9:3-5

    Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.

    Levítico 7:26, 27

    E não deveis comer nenhum sangue em qualquer dos lugares em que morardes, quer seja de ave quer de animal. Toda alma que comer qualquer sangue, esta alma terá de ser decepada do seu povo.

    Levítico 17:10, 11

    Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue, e deveras o deceparei dentre seu povo. Pois a alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma [nele].

    Atos dos Apóstolos 15:19, 20

    Por isso, a minha decisão é não afligir a esses das nações, que se voltam para Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue.

    Para o ministro Sebastião Reis Júnior, que votou na terça-feira (12/08), a oposição dos pais à transfusão não deveria ser levada em consideração pelos médicos, que deveriam ter feito o procedimento -mesmo que contra a vontade da família. Assim, a conduta dos pais não constituiu assassinato, já que não causou a morte da menina.

    A decisão no STJ foi comemorada pelo advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu os pais da menina morta: “É um julgamento histórico porque reafirma a liberdade religiosa e a obrigação que os médicos têm com a vida. Os ministros entenderam que a vida é um bem maior, independente da questão religiosa”.

    Então, quem é culpado pela morte da menina que poderia ter sido salva mediante a realização da transfusão? Resposta: os médicos, que ao respeitar a vontade dos pais, desrespeitaram o Código de Ética Médica (2009), claríssimo sobre o assunto:

    “É vedado ao médico:

    “Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

    “Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”.

    Isso posto, está claro que a decisão do STJ tem menos a ver com a afirmação do direito à liberdade de crença e muito mais a ver com a primazia do direito à vida sobre todos os demais. Assim, a mãe poderia até preferir ter a filha morta a vê-la passando por um processo de transfusão. Mas a Justiça brasileira, não! E o médico também não!

    Agora, vamos aos problemas e aos perigos de uma tão incontrastável decisão, e que já aparecem nos fóruns de debates da internet, reunindo ex e atuais membros da religião das Testemunhas de Jeová.

    - Como em todas as religiões, há os sinceros e os “espertinhos”. Os “espertinhos” ficarão tranquilos por saberem que não serão excluídos do grupo religioso se passarem por uma transfusão. Bastará dizer que manifestaram a não-aceitação do procedimento, mas que os médicos fizeram-no contra a sua vontade. “A decisão salvaguarda a hipocrisia”, comentou um debatedor. “Os pais proíbem a transfusão para se eximirem da culpa; os médicos fazem o procedimento para se livrarem de processos e, assim, se condenam diante de Deus no lugar dos pais.”

    - Acontece que, para uso interno no grupo das Testemunhas de Jeová, a proibição da transfusão de sangue prosseguirá. Imagine uma mãe que, tendo preferido ver a filha morta caso a transfusão fosse feita, depois de alguns dias, a menina curada, possa levá-la para casa. Que tipo de tratamento essa mãe dará à filha “decepada de seu povo”? Como lidar com as consequências psicológicas adversas, que certamente acometerão as famílias testemunhas de Jeovás que, levando a sério a proibição, tiverem um de seus membros proscritos pela transfusão contra a vontade?

    - Para piorar, é razoável prever que muitas testemunhas de Jeová “sinceras” prefiram ficar distantes dos hospitais e médicos, por saberem que a transfusão será feita de qualquer jeito. Com isso, doenças que até poderiam ter tratamentos alternativos (sem o concurso da transfusão) ficarão sem quaisquer cuidados, prejudicando os enfermos e até antecipando-lhes a morte. “Isso sem contar os pais que, desesperados pela realização de um procedimento abominado por Deus, podem simplesmente vir a remover o filho do hospital às escondidas para livrá-lo da transfusão”, afirmou outro debatedor.

    Todas essas questões apontam para dilemas que não são meramente individuais, mas dizem respeito à saúde pública. De acordo dados do Censo de 2010 do IBGE, existiam 1.393.208 Testemunhas de Jeová no Brasil, uma religião com crescimento consistente e positivo. Em 2013, foram feitos 26.329 batizados no país. No evento de 2013 da Comemoração da Morte de Cristo, a mais importante celebração religiosa do grupo, estiveram presentes 1.681.986 pessoas.

    Agora, imagine boa parte dessa gente alijada de procedimentos médicos que salvam vidas e poupam sofrimentos. Que Deus é esse?


    Laura Capriglione, 54, é jornalista. Nasceu em São Paulo e cursou Física e Ciências Sociais na USP. Trabalhou como repórter especial do jornal “Folha de S. Paulo” entre 2004 e 2013. Dirigiu o Notícias Populares (SP), foi diretora de novos projetos na Editora Abril e trabalhou na revista “Veja”. Conquistou o Prêmio Esso de Reportagem 1994, com a matéria “Mulher, a grande mudança no Brasil”, em parceria com Dorrit Harazim e Laura Greenhalgh. Foi editora-executiva da revista até 2000.


    Fonte: Laura Capriglione em Yahoo Notícias.

    497 Comentários

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    É um absurdo uma mãe preferir ver sua filha morta ao invés de ser submetida ao um procedimento médico e somente por causa de uso e costume de dupla interpretação religiosa, é uma ignorância sem tamanho.

    Deus criou o médico com sabedoria dada pelo próprio Deus, criou os procedimentos médicos, para salvar vidas, então vejamos o que diz o Sexto mandamento da lei de Deus:

    Não matarás:

    Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Mateus 5:21

    O que alguns fanáticos religiosos pregam é a Morte Assistida, omissão de socorro, homicídio marcado, abandono de incapaz etc.

    Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Mateus 9:12

    Doar um pouco de sangue para SALVAR outra vida é uma nobre demonstração de AMOR e SACRIFÍCIO pelo bem dos outros.

    Se sangue no contexto religioso significa vida, então vamos analisar a palavra de Deus.

    Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. (1 João 3:16)
    Um simples paralelo do grande sacrifício de Jesus Cristo, o qual derramou seu próprio sangue para salvar os homens e dar exemplo.

    Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
    João 15:13

    E receber sangue ou derivados nas veias, não tem absolutamente nada a ver com comer e sim dar um pouco de sua vida para o irmão que dela necessita. continuar lendo

    Parabéns pela explanação. Reitero: Ingestão, leva as fezes, que no mundo espiritual, quem se aprofunda no assunto localiza a real Abominação, que é colocar a vida (sangue vermelho) junto com o excremento (lixo, rejeito, monturo). Em resumo, sangue pode ser usado como remédio. Não é ingerido, não são destruídas as suas propriedades vitais, apenas transferidas.
    Óbvio, a fé dessas pessoas deve ser resguardada, à não ser que optem por abandonar tal fé, o que não lhe é de maneira nenhuma privado este direito.
    Aí vemos o diferencial de quem serve e quem não serve: se a religião exclui de forma definitiva um membro, ela fere o conceito primordial cristão, que não pode nos separar do amor de Deus. Os excluídos que não tem condições de se reintegrar no rol de membros se sua fé, pode ler em claras linhas que isto não compõe a linha de pensamento cristã, por isto é heresia.
    O único pecado imperdoável é a "Blasfêmia contra o Espírito Santo", esta, clara e as demais, podem ser perdoadas, e o membro reintegrado ao grupo, que deve como máxima cristã o recompor, claro com as ressalvas de seus atos ao rol.
    Dois mandamentos resumem isto, o que estiver de fora destas palavras de Cristo, não vem dele, por isto, é irrelevante. continuar lendo

    Parabéns pela brilhante e muito bem embasada explanação sobre o assunto! continuar lendo

    Parabéns pela visão que muitos se negam a enxergar. continuar lendo

    Mateus, eu NÃO sou testemunha de Jeová, tampouco creio na razão de não fazer a transfusão neste tipo de questão mas na visão da mãe seria pior a filha viva mas "manchada" do que morta (corpo) e salva (alma), entende? É uma questão bem complicada. continuar lendo

    Concordo plenamente com sua explicação coerente e embasada na Bíblia.
    Exatamente, o sangue comido que a Bíblia se refere é pela boca mesmo, como os idólatras faziam no Antigo Testamento. Sacrificavam pessoas e bebiam seu sangue, é disso que a Bíblia está falando.
    Logo, veio Cristo, no Novo Testamento apagando todo o pecado, até mesmo daqueles idólatras (caso se arrependessem e voltassem ao bom caminho e se convertessem a Cristo).
    Doar sangue para SALVAR uma vida é justamente o amor de Cristo pregado e feito ação.
    Por outro lado, que complicado para os médicos!
    Se fazem o que manda o Código de Ética Médica, respondem por violação aos direitos religiosos e se não o fazem, é o próprio código que os processa.
    Não tá fácil exercer a medicina nesse país. Isso que já é uma escassez de médicos!! continuar lendo

    Imagine então que o médico tivesse realizado a transfusão sanguínea, contrariando a vontade dos pais, certamente este médico seria processado por estes. E aí? o STJ entenderia que não seria cabível indenização porque restou cumprido o Código de Ética Médica?
    Quanto mais a religião se aproxima do fanatismo, mais a vida se aproxima da morte! continuar lendo

    Parabéns pela análise, nobre colega. continuar lendo

    Nos casos de risco de vida, o médico não tem que perguntar nada a ninguém (nem aos pais, nem ao paciente).
    Na hipótese dos pais passarem a tratar a criança de forma diferente, porque ela recebeu uma transfusão (por ex.: passando a praticar alguma forma de bullying), então o caso é para o Conselho Tutelar resolver (destituição do poder familiar). Os filho não são "propriedade" dos pais. continuar lendo

    Sérgio Oliveira, boa noite!

    Me diz uma coisa, se você vai ao médico e o mesmo diz a você para se abster de álcool como entende isso?

    Você não irá ingerir álcool mas injetará na veia? continuar lendo

    Infelizmente vejo pessoas comentando sem total conhecimento das doutrinas das Testemunhas de Jeová. Primeiro nenhum pai ou mãe TJ prefere ver seu filho morrer do que salvá-lo, se assim fosse, não o levaria ao médico. Segundo, a filha deste casal sofria de anemia falciforme, uma doença que faz com que as células vermelhas "nasçam" doentes, e tal doença NÃO possui cura, apenas tratamento, o que significa que a menina seria continuamente submetida a transfusões de sangue, remédios para evitar infecções e dor, o que ao meu ver somente prolongaria o sofrimento dela.

    Gostaria de esclarecer alguns pontos que a jornalista fez questão de parecer que as TJ pareçam pessoas desalmadas e cruéis.
    - "a mãe poderia até preferir ter a filha morta a vê-la passando por um processo de transfusão". De forma alguma, nenhum pai em sã consciência deseja isso, se assim fosse, os pais não gastariam o seu tempo procurando tratamentos alternativos. Porém, nós TJ, temos o seguinte princípio como norte em questões de vida ou morte: "Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa, achá-la-á."- Mateus 16:25. Este princípio é que o nos fez manter firmes na primeira e segunda guerra mundial, durante as guerras civis na África, e hoje em vários países onde somos proscritos. Além disso, temos a consciência de que por melhor que seja as intenções do médico, ele não pode curar uma doença terrível que todos nós temos, a morte, ou seja, do que adianta violar a nossa consciência para salvar a nossa vida neste mundo cruel e vil, e perder a oportunidade de viver em um paraíso? Por mantermos esta posição irredutível, tem feito com que médicos tenham evoluído em suas pesquisas desenvolvendo tratamentos sem sangue, tratamentos estes que muitas vezes são mais baratos e eficientes que os com sangue (por favor, reserve parte do seu tempo para pesquisar: http://lmgtfy.com/?q=bloodless+treatment)
    -"Então, quem é culpado pela morte da menina que poderia ter sido salva mediante a realização da transfusão?". Ninguém. As TJ não são orientadas a processar os médicos caso algo dê errado durante o tratamento, exceto claro em caso de negligência, e muitas vezes já possuem todos os trâmites legais prontos para retirar a responsabilidade sobre os médicos. (por favor, tire tempo para ler um ponto de vista neutro: http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/como-podeosangue/Testemunhas-de-Jeov%C3%A1odesafio-cir%C3%BArgico-%C3%A9tico/#?insight[search_id]=a88fc3ce-eaa6-4800-a2fb-e77264d13dbd∈sight[search_result_index]=16)

    -"Que tipo de tratamento essa mãe dará à filha “decepada de seu povo”? Como lidar com as consequências psicológicas adversas, que certamente acometerão as famílias testemunhas de Jeovás que, levando a sério a proibição, tiverem um de seus membros proscritos pela transfusão contra a vontade?" Isso mostra a gigante falta de conhecimento da autora da matéria, além de claro, acreditar no que opositores espalham sobre nós na Internet. As TJ não sofrem nenhuma punição caso a sua vontade tenha sido violada pelo médico. Pelo contrário, muitas vezes a consciência de tais pessoas fica pesada, e amorosamente os anciãos (homens responsáveis pela congregação local) provêm ajuda espiritual e emocional, dando um ombro amigo para levar tal carga. As TJ somente são expulsas da congregação quando não se arrependem de seus pecados, seguindo os princípios deixado por Paulo em suas cartas:

    1 Coríntios 5: 12 - Mas, eu vos escrevo agora para que cesseis de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem.
    2 Tessalonicenses 3:6 - Ora, nós vos ordenamos, irmãos, no nome do Senhor Jesus Cristo, que vos retireis de todo irmão que andar desordeiramente e não segundo a tradição que recebestes de nós.

    O qual abrangente era esta ordem? Ora cessar de ter convivência, indica que não devemos mais ter tratos com tais pessoas, isso inclui o caso de familiares. O que não significa que não devemos nunca mais ver tais parentes, somente que a nossa convivência deve se limitar ao mínimo necessário.

    -"Para piorar, é razoável prever que muitas testemunhas de Jeová “sinceras” prefiram ficar distantes dos hospitais e médicos, por saberem que a transfusão será feita de qualquer jeito.". As TJ são incentivadas a sempre procurar os médicos em caso de qualquer doença, conforme relatos bíblicos espalhados pela Bíblia. Porém, recebemos instrução para que quando necessitemos de tratamentos onde se é utilizada a transfusão de sangue, façamos a sugestão de tratamentos alternativos, inclusive existe um órgão dentro das TJ que se chama COLIH, responsável por encontrar tratamentos alternativos e médicos que colaborem com a nossa posição (este último o mais difícil de encontrar).

    -"Agora, imagine boa parte dessa gente alijada de procedimentos médicos que salvam vidas e poupam sofrimentos. Que Deus é esse?" Nesse momento vemos a autora apelar para os vossos sentimentos. Como já mencionado no caso da menina o tratamento da menina somente prolongaria o seu sofrimento. Também como já explicado antes, existem hoje muitos tratamentos alternativos a transfusão de sangue, mais baratos e com tempo de recuperação menor (https://www.youtube.com/watch?v=NjqdcxAPBa8), tratamentos estes que o exército dos EUA faz questão de estudar e aprimorar (http://lmgtfy.com/?q=bloodless+army+EUA) continuar lendo

    O senhor demonstra em seu comentário total falta de consideração pelos pais da menina e pelas TJ em geral.

    "Não matarás:

    Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Mateus 5:21

    O que alguns fanáticos religiosos pregam é a Morte Assistida, omissão de socorro, homicídio marcado, abandono de incapaz etc."

    As TJ procuram os médicos em busca de tratamentos alternativos a transfusão de sangue. Isto mostra que nós não procuramos morte assistida, mas, sim tratamentos dentro de nossas convicções. Além disso, durante a guerra civil na Ruanda, TJ de etnias diferentes arriscavam a sua vida para proteger a vida de outras TJ. Muitas morreram durante a 1º e 2º mundial, com outras torturadas, por que se recusaram a matar pessoas na guerra. Sendo assim, onde está a verdade na sua afirmação?

    "Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Mateus 9:12"

    O senhor está tirando o texto de contexto, Jesus de fato era médico, mas, espiritual. Sua principal preocupação não era trazer a cura temporária das doenças, mas, dar as pessoas a oportunidade de terem para sempre a vida perfeita para sempre.

    "Doar um pouco de sangue para SALVAR outra vida é uma nobre demonstração de AMOR e SACRIFÍCIO pelo bem dos outros.

    Se sangue no contexto religioso significa vida, então vamos analisar a palavra de Deus."

    De fato, o sangue de Cristo possibilita que tenhamos uma vida melhor no futuro. Porém, não permite que façamos o uso indiscriminado do sangue. Em Atos 15: 19, 20 está escrito que devemos nos abster de sangue. O que acha que tal palavra significa? Na época dos cristãos do primeiro século já existia tratamentos médicos baseados na ingestão de sangue. Acredita que os cristãos recorriam a tais procedimentos? Será que eles de fato achavam que fazia diferença comer ou transfundir sangue? Se você tem que se abster de álcool ou doces significa que você somente não pode se alimentar, mas, transfundir não tem problema?

    O sangue do Cristo não foi transfundido em nós, mas, foi derramado perante o altar celestial. Hebreus 9:12: "ele entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve [para nós] um livramento eterno." Assim como os sacerdotes faziam, Jesus, derramou seu sangue perante o Pai para que houvesse o perdão de todos os pecados. De fato, não encontramos nenhum relato na Bíblia que mostra a utilização do sangue de forma diferente a não ser a de sacrifício para o perdão de pecados. Isso mostra, que mesmo havendo a utilização do sangue para tratamentos médicos naquela época o povo de Deus nunca o usou como tal. Não encontramos respaldo bíblico para a utilização do sangue de tal forma. Lembre-se, "Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa, achá-la-á."- Mateus 16:25. Se violarmos uma lei de Deus para salvar a nossa vida, é um esforço em vão, pois para Deus já estamos mortos. continuar lendo

    Muito comum usar a Bíblia para eximir ao cumprimento da lei.
    Exemplo corriqueiro é o charlatanismo utilizado para ganhar dinheiro em nome da fé, desqualificando a ciência.
    A questão não é somente essa.
    No caso de êxito do médico, advogado, etc. apropriam-se também do mérito de outrem, sob o dogma de que o Líder, em nome de Cristo, foi quem iluminou a cabeça do profissional.
    Problema tanto no aspecto da gratidão quanto no recebimento dos honorários, cuja conta é transferida para Deus. continuar lendo

    Interessante como a palavra originalmente transmitida oralmente e depois escrita sofre interpretações diversas. O Torá, livro religioso dos judeus tem as mesmas passagens citadas pelas testemunhas de Jeová, entretanto não são contra a transfusão da mesma forma que os demais crentes religiosos que têm sua base na Bíblia -- Velho e Novo Testamento. Os de outras linhas religiosas também não seguem essa interpretação. Por outro lado, o compromisso médico não permite interpretações, está bem claro. Permito-me interpretar, também, que o sangue a que se refere o Velho Testamento está mais relacionado com o sangue proveniente das oferendas rituais do que qualquer outra coisa. continuar lendo

    A turma do STJ está certa. A responsabilidade é dos médicos. Não fosse assim, a Eutanásia teria que ser permitida também, entre outras coisas. Não é a vontade da família ou dos médicos que devem prevalecer. A CF88 é bem clara sobre a cláusula pétrea a respeito do direito a vida. O direito a vida da criança é indelegável. Cumpra-se. Sequer se sabe se essa criança no futuro vai querer seguir a alguma religião. Por isso é que o Estado tem que ser laico. Pois em nome de Deus ainda tem gente que quer continuar matando ou impedindo a intervenção em favor da vida. continuar lendo

    Caro Ruy Andrade

    Em resposta a sua pergunta, realmente sou abstêmio por proposito a Deus, mas se tiver que ser tratado com álcool por orientação médica seja pelas vias intravenosas ou ingerir álcool, para mim não terá problema algum, pois Deus deu sabedoria ao médico para tratar do templo do Espirito Santo que é o meu corpo, tomemos por exemplo o soro antiofídico é o próprio veneno que cura a picada da cobra, quem é picado e não toma morre.

    Veja bem o que diz a palavra:

    Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;

    1 Coríntios 1:27 continuar lendo

    A manipulação já começa quando a bíblia foi descontextualizada pela divisão "conveniente" em capítulos e versículos. Na origem não há essa divisão e no seu texto diz claramente que não pode ser alterada. Descontextualização é procedimento que visa manipular para inserir interpretações ou deletar situações que não atendam conveniências. Desse modo pega-se um pedaço de um texto e aplica-se a qualquer situação atual, de acordo com o resultado que se quer obter. Tal procedimento também é feito em citações científicas visando manipular com exertos obtidos e descontextualizados para "corroborar" afirmações em editoriais e artigos científicos ou não científicos. continuar lendo

    Caro Vinicius de Souza Monteiro

    Respeito sua opinião, mas data Vênia discordo.

    Não estou desrespeitando ninguém!

    A Constituição Federal em seu artigo 5 inciso IV, VI, VIII e IX, me permite exprimir minha opinião Bíblica em consonância com meu entendimento religioso, assim como Vossa Senhoria também tem direito de se expressar livremente.

    No meu entendimento tanto Bíblico como legal,os pais cometeram omissão de socorro, homicídio marcado, abandono de incapaz, bem como o médico que não seguiu o Código de ética, o direito a vida é irrenunciável.

    Existem muitas formas de matar e neste caso foi pela omissão dos pais.

    No plano terrestre é vedado o sacrifício de vidas humanas por dupla interpretação Bíblicas de algumas religiões.

    Essa é minha opinião. continuar lendo

    Caro Sérgio Oliveira de Souza,

    Não houve omissão de socorro, nem homicídio marcado. Os pais procuraram tratamento, tratamento este que não violasse a sua consciência. NÃO HÁ CURA para a doença, pessoas com anemia falciforme MORREM todos os dias RECEBENDO TRANSFUSÃO de sangue. A transfusão NÃO SALVARIA a menina, somente prolongaria o sofrimento dela.
    O que ninguém quer enxergar é que com transfusão ou não a menina morreria do mesmo jeito, o que aconteceria seria o seguinte: A menina passaria o resto da vida dela, sendo submetida a frequentes transfusões de sangue, além de tomar vários antibióticos e analgésicos até o resto da sua vida. Sem contarmos o risco considerável desta menina contrair outras doenças, transmissíveis por sangue contaminado ou por estar em ambiente hospitalar (sim o fato de você estar em um hospital, aumenta em muito os riscos de se contrair uma doença), por isso a necessidade de se utilizar os antibióticos.
    Sendo assim, seguindo a linha de raciocínio da maioria, aconteceria o seguinte: os pais prolongariam por mais um tempo a vida da menina, não sei quanto, aumentariam a possibilidade de exposição a doenças, submeteria a menina a tratamentos que querendo ou não são sofríveis e desconfortáveis e por fim a menina morreria, sem chance de ressurreição pelo fato de seus pais violarem uma lei direta da Bíblia. Com certeza, muito lógico isto. continuar lendo

    Amado somente para tentar entender seu ponto de vista no âmbito medico.

    Anemia falciforme

    Tratamento
    A única cura para a anemia falciforme é o transplante de medula óssea. Este tratamento, no entanto, foi realizado em um número relativamente grande de pacientes ao redor do mundo, com maior taxa de sucesso entre crianças. (MAS ESSA PRÁTICA NÃO É PERMITIDA PELO TJ)

    São realizadas transfusões durante exacerbações da anemia. Pacientes com complicações graves, como acidente vascular cerebral, são submetidos a regimes regulares de transfusão sanguínea ou exsanguineo-transfusão, em geral a cada 28 dias. Pacientes neste regime tendem a acumular ferro no organismo (hemossiderose), o que pode ser controlado com o uso de substâncias quelantes. Se o ferro não for adequadamente quelado pode se depositar em órgãos como fígado e coração trazendo outras complicações. (TRATAMENTO SEM SANGUE RISCO EMINENTE DE MORTE)

    Durante crises, deve ser administrada hidratação intravenosa e analgesia preferencialmente com opioides. É sugerido que o uso de dolantina, um dos opioides endovenosos, seja evitado, pelo risco maior de dependência.Toda crise dolorosa tem de ser avaliada como prenúncio de complicações graves, como a síndrome torácica aguda. O tratamento deve evitar hiper-hidratação e hiper-sedação e privilegiar a fisioterapia respiratória.

    Sendo assim, cai por terra o que o nobre colega disse a respeito da doença não ter cura, quanto ao argumento religioso discordo totalmente, pois Deus é amor e derramou o sangue de seu único filho para salvar a humanidade, todos serão libertos pelo sangue de Jesus Cristo, sede vós santo como vosso pai que estais no céus diz a palavra de Deus, todo aquele que dá seu sangue para salvar seu próximo é santificado, sejamos imitadores de Cristo.

    Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

    1 Pedro 1:16.

    Omissão de socorro

    Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:

    Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

    Condicionamento de atendimento médico-hospitalar emergencial (Incluído pela Lei nº 12.653, de 2012). continuar lendo

    Não devemos discutir Religião já que é um assun to dos mais polemicos, mas.....quem escreveu o "Velho testamento" ? E o novo Testamento ?
    A Biblia sagrada tem um conteúdo extraordinário e variado, onde estão misturados fragmentos de ; Epopéia, narrações históricas propriamente ditas, longas listas genealógicas, relatos episódicos ou romanceados, oráculos proféticos e sermões, textos legislativos, poemas e orações, canto de amor, cartas , epístolas, escritos, e varias outras matérias.
    O antigo testamento, dividido em 46 livros (quando junta-se Jeremias, Baruc e lamentações) ou 44 sem esses, que são: A) Pentateuco contendo o Genêsis, Êxodo,Levitico, numeros e Deuteronômio;B) os livros de Josué,Juizes,,Rute, os dois de Samuel, os livros dos Reis,das crônicas, de Esdras e Neemias, os livros de Tobias,Judite e Ester e por fim de Macabeus.C) os 7 livros de Sabedoria que são os de Jó, dos Salmos, dos provérbios, Cântico dos canticos, livro da Sabedoria e,o Eclesiastico e
    D) os 18 livros proféticos designados pelos nomes dos profetas Isaías, Jeremias,Ezequiel,Daniel,Oséias,Joel,Amós,Abdias,Jonas,Miquéias,Naum,Habacuc,Sofonias,Ageu,Zacarias e Malaquias.
    Esse o Antigo testamento (de forma resumida), portanto vejam que a forma como eram tratados os temas e assuntos religiosos ou não,em séculos passados, difere de alguma maneira da forma como são tratados hoje.A propria medicina evoluiu , aliás como tudo evolui e não se pode ficar arcaicamente atrelado a ditos antigos, claro sempre respeitando a fé de cada grupo de pessoas. Entretanto determinados grupos de pessoas ou religiões, na suposta defesa da literidade da Biblia, a dogmática religiosa, luta ferozmente contra FATOS, ignora conquistas cientificas e combate vigorosamente a teoria evolucionista que de forma alguma PODEMOS esquecer.

    DEUS de todo modo, nos permite avançar sempre na melhoria do corpo humano, propiciando aos cientistas descobertas extraordinários no campo da medicina . devemos então fechar nos olhos para essas descobertas que nos propiciam o combate a VARIAS doenças que afligem a humanidade, em nome de uma interpretação que se fazia há séculos atrás , que nem sabemos ser a mais correta ? Acho que não. Bem, essa é a minha humilde opinião e repito, sem pretender entrar em rota de colisão com quem quer que seja. continuar lendo

    eu lendo isso, me vem a mente quantas mentiras ainda rolam nos bastidores. nenhuma TJ em sã consciência diz que prefere o filho morto a ter transfusão, mas o que mais me chateia, são estudantes e formados acreditarem nisso, visto que aprendemos desde o início tese, antítese e síntese.

    ouvir sempre os dois lados da história e depois fazer juízo de valores continuar lendo

    Ok, vou explicar por que digo que a anemia falciforme não possui cura. Segundo o NIH (National Heart, Lung and Blood Institute), a cura não está disponível para todos. Por que? Porque somente um número limitado de pessoas podem receber o transplante de medula óssea (já que é ela que produz as células vermelhas deficientes em forma de foice, por isso falciforme), visto que precisam encontrar doadores geneticamente compatíveis, segundo o Centro Médico da Universidade de Maryland. Sendo assim, ela não é uma opção, pelo menos não em uma ocasião mais emergencial, que provavelmente era o caso da menina.

    Pois bem, vamos as alternativas já como você mesmo mencionou a cura não é acessível. Tais alternativas não curam somente diminuem os sintomas geradas pela doença.

    Quando a anemia é severa, que deveria o caso da menina, é feita a transfusão de sangue. Porém, este não é o único tratamento. Segundo o mesmo centro supramencionado, transfusões podem aumentar o risco de infecção e causar acúmulo de ferro no sangue, causar reações imunes que dependendo da gravidade pode causar a morte, aumentar a viscosidade do sangue, além da transmissão de doenças. O que pode ser feito então? Pode-se dar Ácido Fólico e outros suplementos de ferro, porém o médico deve ter critério já que o Ácido Fólico administrado pode mascarar a anemia perniciosa.

    "However, transfusions can increase the risk for infections and cause a build-up of iron in the blood. [For more information, see"Transfusion Therapy"in Treatment section of this report.]

    Folic acid and possibly iron supplements are often given. However, patients who are given multiple transfusions should avoid iron supplements. Also, folic acid can mask pernicious anemia, which is caused by deficiency of vitamin B12."

    Tem também a Hidroxiuréia, se desejar segue o link de uma pesquisa feita no Hospital Hemope em Recife: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s1516-84842004000300008≻ript=sci_arttext

    Claro que os tratamentos que eu mencionei são somente para controle da anemia e não outros sintomas da doença. O interessante é que muitos médicos brasileiros se recusam a utilizar outras formas de tratamento, mesmo elas estando disponíveis, enquanto que em outros países, o tratamento sem sangue é um diferencial do Hospital, tendo médicos especializados em tal tipo de tratamento, inclusive de anemia falciforme. Ao meu ver, no Brasil existe um preconceito por parte dos médicos com as TJ, talvez por acharem que tais restrições são mera bobagens e que não há a necessidade de se aprender tais técnicas. De fato, existem médicos que preferem estudar direito para poder se defender em casos de atendimentos dispendidos a TJ do que atendê-las da forma como solicitaram. A verdade é que as TJ nunca se negaram a procurar tratamento médico, para si, ou para familiares, apenas desejam que sua consciência seja respeitada e que os médicos que de fato se desejam tratar seus pacientes utilizem formas alternativas de tratamento. Formas estas que muitas vezes nós já sugerimos a eles. continuar lendo

    Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antioquia. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego.

    Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. A medicina é criação de Deus. Deus deu aos médicos o dom e a capacidade de curar o físico do homem naquilo que estiver ao seu alcance. O que for além disso, entra a providência de Deus, o milagre. O natural pertence ao homem, porém, o sobrenatural pertence a Deus. Jeremias 8:22 diz: “Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não se acha lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?” Jesus disse em Lucas 5:31: “Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes”.

    O propósito de Deus é que os médicos sejam, não só médicos de homens, mas de almas também. E com a fé em Deus, eles poderão ministrar a cura do corpo, como também da alma, e serão chamados, médicos de homens e de almas. Enquanto muitos estão sofrendo no corpo, muitos estão também sofrendo na alma, precisando de cura interior. O apóstolo João diz em sua terceira carta, no versículo 2: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma”.

    Deus cura por meio da medicina. A fé cristã e a medicina podem curar.Deus cura através dos meios – O plano de Deus inclui tanto a medicina humana como a divina. Há lugar para a prevenção e para a cura. Há lugar tanto para a oração da fé quanto para a terapêutica do remédio. Há lugar tanto para a ação sobrenatural de Deus quanto para a ação natural do conhecimento humano. A medicina não age à parte de Deus, mas como instrumento de Deus. Portanto, ame a Deus sob todas as coisas e ao seu próximo como a ti mesmo, Mt. 22:37-39.

    A serpente é o símbolo da medicina. Moisés ergueu a serpente no deserto, para que todos os enfermos que mirassem nela fossem curados, Nm. 21:8-9.

    Jesus se referiu a medicamentos sendo usados para aliviar a dor de uma pessoa (Lc. 10:34).
    Paulo orienta Timóteo quanto ao uso moderado do vinho como fonte de alívio físico (I Tm. 5:23).
    Lucas não teve que abandonar a medicina para servir a Deus (Cl. 4:14).

    Temos de encarar o fato de que a nossa saúde pode sofrer, se negligenciarmos vários fatores básicos com relação à saúde e à vitalidade. Devemos sempre orar para que os profissionais da saúde sejam instrumentos de Deus para ajudar na cura das pessoas.

    A vida de Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado “Médico de homens e de almas”, de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Lucas.

    Deus abençoe ricamente a vida de cada médico (a) e cumpra o propósito Dele em sua vida. AMÉM! continuar lendo

    Sim concordo em genero, número e grau. continuar lendo

    Suponha que você tenha uma religião e o seu Deus diz que você não deve matar, custe o que custar, e de repente, você é convocado para uma guerra e deve defender o seu país. Matarás? Se você não aceitar ir para a guerra serás preso e até condenado a morte. Matarás para não ser condenado a morte? Se você segue uma religião e só pratica aquilo que te for conveniente, desrespeita a teu Deus, seu sacrifício e inválido. A bíblia é clara ao proibir o uso do sangue, da mesma forma que proíbe o assassinato e o adultério. Nenhuma testemunha de Jeová pega em arma para matar seu semelhante, custe o que custar e da mesma forma não aceita transfusão de sangue por acreditar que Deus condena isso, custe o que custar. Respeite as Testemunhas de Jeová, são pessoas pacíficas que servem ao seu Deus, Jeová. continuar lendo

    Você é um sem noção, procedimentos modernos e que salvam vidas, são os que as T. de Jeová buscam, procure se informar para não mostrar senso comum. continuar lendo

    Os pais da criança jamais "excluiriam" seu filho do "grupo religioso" pelas razões descritas pela nobre colega.
    Data vênia, a forma como o artigo foi escrito demonstra um certo desconhecimento sobre a real postura das Testemunhas de Jeová diante da questão do sangue.
    Os pais querem o melhor para seus filhos, tanto que procuram os melhores tratamentos e jamais querem ver seus filhos mortos.
    Ainda, não se trata de mera exclusão de culpa, pois de fato isso seria hipocrisia.... não, não é esse o caso também.
    De se observar, que, conforme informado no próprio artigo, a criança era portadora de doença genética, INCURÁVEL e com altos índices de mortalidade.
    Certamente, a criança não faleceu por falta de transfusão de sangue, mas sim em decorrência de sua doença INCURÁVEL.
    Outro erro lamentável que não posso deixar de comentar neste post é a afirmação de que "essa gente estaria alijada de procedimentos médicos que salvam vidas e poupam sofrimento".... Isso não é verdade, pois muitos procedimentos que hoje salvam vidas, com menores riscos inclusive, foram desenvolvidos sem o uso do sangue e se mostram mais eficazes.
    Além disso, as Testemunhas de Jeová são um povo altamente instruído e certamente este artigo possui um silogismo enganoso e tendencioso sobre o assunto.
    Os médicos tomaram a decisão correta e não é o caso de procurar culpados pela morte da criança.... Todos os anos, milhares de crianças morrem nos hospitais por falta de atendimento básico e por omissão dos governantes desse mundo. Os médicos muitas vezes precisam escolher quem vai viver e quem vai morrer, por falta de leitos.
    Além disso, apesar dos esforços exemplares dos médicos, todos os dias morrem pessoas pelo simples fato de que o ser humano não é capaz de resolver o problema da doença e da morte. Esse problema somente será resolvido pelo Criador.
    Cada pessoa tem a sua fé e a sua esperança. É a sua fé verdadeira? Pois a fé das Testemunhas de Jeová está no fato de que essa criança será ressuscitada em breve. Portanto, embora não sem dor, ainda há esperança.
    A morte não é o fim, pois se assim fosse, o próprio filho de Deus, Jesus teria sido derrotado por ela.
    Então, é preciso sim respeitar a dor da família, que perdeu a sua filha temporariamente, pois está apenas dormindo, não está sofrendo nos hospitais.
    De se lembrar, que as Testemunhas de Jeová respeitam as autoridades e jamais retirariam seu filho "às escondidas" de um hospital ou interromperiam um tratamento, desde que aceitáveis; e a maioria dos tratamentos é aceitável.
    Muitas discussões já foram travadas a esse respeito, assim como outras questões polêmicas, mas a liberdade de escolha deve ser respeitada.
    Não a toa o número de pessoas que se tornam Testemunhas de Jeová tem aumentado no mundo todo. Trata-se do povo mais pacífico da terra, que respeita todas as pessoas independente de sua etnia, classe, cor ou crença. Essas questões vem a tona, quando membros do poder desse mundo decidem obrigar as pessoas a agir de um modo que no ponto de vista delas é melhor. Um exemplo claro disso, é quando as Testemunhas de Jeová se negam a pegar em armas (por entenderem que também há uma ordem bíblica expressa de não matar), muitas vezes são presas por não querer matar pessoas de outras nações.... Então, isso demonstra que tal povo dá sim, muito valor à vida.
    Por fim, em relação a comentários sobre dinheiro, certamente que não há dinheiro que pague uma vida, e certamente não é isso que a família busca, pois em geral quem pede a liminar para aplicar o sangue é o Hospital, pois eles sabem que devem respeitar o direito constitucional de liberdade religiosa.
    Qual direito tem mais valor? não há hierarquia entre os direitos e essa é a base da liberdade.
    Todos tem direito de recusar qualquer tipo de tratamento, não só o tratamento a base de sangue, se considerar com seriedade os efeitos prós e contra de cada tratamento. Fala-se hoje no direito de morrer para uma série de casos. Isso também é uma escolha.
    Os médicos fazem um lindo trabalho, e a cada ano há mais e mais avanços na medicina, mas frise-se, a cada ano mais doenças aparecem e mais pessoas morrem, muitas por não terem dinheiro para pagar pelas terapias e procedimentos.
    As Testemunhas de Jeová dão muito valor à vida e certamente essa menininha está bem e terá uma vida muito feliz em breve. continuar lendo

    Só para me livrar de equívocos sobre o sangue e a religião em si, esclareça-me por favor:
    1 - SE, a menina recebesse o sangue, qual seria o seu convívio dentro da fé? Como seria tratada, como a sua família seria tratada? Quanto a cargos administrativos, clericais, e o futuro desta criança dentro da fé? Eu gostaria muito de aprender o que é feito com a criança.
    2 - Uma questão semelhante: uma pessoa "nova na fé", recém convertida, teria o tratamento igualitário de membresia se fosse uma pessoa vinda de transfusões? Poderia ser líder? Participar dos evangelismos?
    3 - Não há uma margem de erro entre transfusão e ingestão? Já que tal procedimento é muito recente para estar claramente definido na LEI DE DEUS? continuar lendo

    E Testemunha de Jeová respeita as opiniões diversas? Onde amigo? Se vc sai da religião o ancião pede para a família inteira nunca mais conversar com aquele pessoa! Existem inúmeros relatos na internet de participantes que tem medo de desassociar porque a família estará impedida de continuar tendo uma comunicação!
    Eles não podem casar com pessoas que não são da religião! Fazem um inferno se isso acontecer! Acho que não está falando da mesma religião que eu conheço. continuar lendo

    Na minha opinião, se as Testemunhas de Jeová dessem valor à vida estes pais não assassinariam a filha. Pois um adulto escolher que ele próprio não quer viver é uma coisa, outra completamente diferente é um adulto decidir que uma criança não deve viver. continuar lendo

    Sem palavras!!!!

    Perfeito! Sua explicação é a mais pura verdade! continuar lendo

    Me desculpe mas neste caso há hierarquia de direitos sim. O direito a vida é o bem maior do homem e a fundamentação básica do direito em si. Assim o direito à liberdade religiosa não está no mesmo patamar do direito à vida.

    Membros de uma seita que sacrifique criancinhas não devem ter a complacência da justiça com o pretexto de que são livres para praticar sua religião. Ainda que argumentem que, na sua visão de mundo, estes sacrificados serão exaltados no além túmulo.

    Da mesma forma atitudes que ponham em risco a vida de terceiros sob a justificativa de seguir dogmas religiosos devem ser rechaçada no nosso sistema judiciário. continuar lendo

    Parabéns pela explanação Luciana Nunes continuar lendo

    Seu comentário foi P E R F E I T O !

    Nos definiu muito bem, obrigada! continuar lendo

    Desculpe mas seu argumento falha em dois momentos. 1o doença incurável não significa não tratável, 2o a recusa ao tratamento de terceiros, a menina com 13 anos deveria, teria que ser ouvida, já existem jurisprudências em numero demasiadamente grande na legislação brasileira. Além disso, inúmeros outros casos na medicina comprovam a funcionalidade dessa intervenção, mesmo qie não seja de 100%. continuar lendo

    Parabéns Luciana! Ao contrário do artigo anterior você expôs os fatos de forma isonômica, As testemunhas de Jeová amam mais a vida do que qualquer médico ou grupo religioso. continuar lendo

    Bravo Luciana! É muito fácil julgar em face daquilo que se prefere acreditar. continuar lendo

    Parece ter havido uma época em que as esposas e os filhos eram propriedade do homem. Ele poderia dispor deles como melhor lhe conviesse, o que foi certamente um período negro. Mas isso acabou. Os pais não devem ter o direito de negar tratamento que podem salvar seus filhos. Culpados são os pais por ato tão covarde. E culpados também são os médicos que concordaram com tudo. Uma lástima. continuar lendo

    Parabéns Luciana. Expressar uma opinião é por conhecimento adquirido, e não por achar o que pensa. continuar lendo

    Parabéns pela resposta Luciana. Esta matéria é bem tendenciosa. Muitos defendem o fato de estarmos apenas de passagem por esta vida, e que nosso propósito é maior do que esta vida. Mas na hora que colocam sua fé à prova como aconteceu com Abraão, eles declinam a favor do pecado e buscam uma segunda saída para o que está claro na Bíblia. Todas as Testemunhas de Jeová (Que não sou) sabem bem o que estão aceitando quando se batizam e doam sua vida à Deus, não ha porque tanto alarde sobre um assunto de comum acordo... continuar lendo

    Na minha humilde opinião todo e qualquer caso como esse deveria sofrer interferência de quem quer que seja, a fim de preservar o direito máximo à vida, principalmente quando se trata de uma criança, se os praticantes da religião e estão mentalmente cegos por preceitos que lhe foram incutidos por meio algo que se aproxima a uma lavagem cerebral é problema deles, já às crianças não tiveram opção de escolher a religião que lhes completa ou o direito de optar por religião nenhuma quem sabe, as mesmas não tem culpa da religião escolhida pelos pais que seguem regras absurdas e interpretativas (em nenhuma passagem da bíblia há menção sobre a palavra transfusão, mesmo porque esse procedimento não existia, portanto tudo que foge a letra fria é interpretação).
    Sendo assim creio que deve haver a proteção à vida dessas crianças, cuja adoção da religião não foi uma escolha e sim uma imposição familiar.
    Além do mais, acredito que os pais que cometem essa atrocidade com os próprios filhos, deveriam sim responder judicialmente, pois a negação de tratamento adequado à um terceiro (no caso o filho) deveria ser entendida como omissão de socorro, e até mesmo homicídio culposo (não se tem a intenção de matar, mas o comportamento leva à risco iminente de morte).
    Qualquer justificativa dada com base na bíblia é apenas falácia, já que tal livro não rege a justiça brasileira, como o Eduardo Vieira disse anteriormente "O direito a vida é o bem maior do homem e a fundamentação básica do direito em si. Assim o direito à liberdade religiosa não está no mesmo patamar do direito à vida."

    Sem mais continuar lendo

    Parabéns Luciana Nunes. Todos temos o direito de livre escolha. E de se respeitar toda e qualquer religião. continuar lendo

    Existem muitos tratamentos alternativos onde não é necessário o uso de sangue, não sou médico e nem Testemunha de Jeová, mas algum tempo atráz, um irmão meu que é, fez uma cirurgia de grande porte no coração, não usou sangue e esta em perfeitas condições, o médico entendeu a sua posição procurou uma alternativa e realizou a cirurgia. continuar lendo

    Parabéns nobre colega pela criteriosa explanação! continuar lendo

    lindas palavras, porem mortas na sua essência.... continuar lendo

    Comentário "Maquiaveliano". Sofismático ao extremo. Os argumentos são claramente religiosos, só os partidários da mesma religião ou congêneres vão concordar com isso. Nem precisa contra-argumentar.
    Médicos hoje em dia são indivíduos despreparados, não fazem lindo trabalho algum. São incompetentes em sua maioria. Parece-me que a colega aí em cima já vive no Éden (quando convém, claro). continuar lendo

    Parabéns Lucia Nunes pela excelente explanação sobre o assunto. Conheço bem as Testemunhas de Jeová porque já fui uma delas e tenho uma história para contar. Minha filha tinha 6 aninhos quando teve Osteomielite, doença que afeta os ossos e que deixa sequelas.Foi para o hospital e contraiu infecção hospitalar ficando 30 dias com infecção generalizada e os médicos querendo fazer transfusão de sangue e como já conhecia os perigos da transfusão conforme explicação científica do Rafhael Faria, não aceitava e não queria ver minha filha sofrendo, e os médicos acabaram respeitando minha decisão administrando outros medicamentos e outros procedimentos pensando que ela não sobreviveria. Para surpresa da equipe médica, tudo deu certo sem precisar fazer transfusão e sem nenhum alarde como este aqui, a ética e a postura médica foi predominante, fizeram muito bem a parte deles, fiz minha parte como mãe não saindo de perto da minha filha e alimentando-a diariamente com suco puro de beterraba,cenoura e laranja. Hoje Graças a Jeová ela está com 27 anos e é linda. Cada um fazendo sua parte tudo dá certo e conforme diz na Bíblia,"Te ajuda que eu te ajudarei." Conforme comentário da Carol Fael,o respeito é tudo de bom e isto só vem de bons profissionais e concordando plenamente com Gisaldo Pereira, as Testemunhas de Jeová são pessoas íntegras e muito especiais.VERA ROSANGELA BORGES GUIMARÃES continuar lendo

    Respeito a sua opinião mas com certeza carece de fundamento. Dizer que a criança morreu em face da doença incurável naquele momento é mera presunção. O direito à vida não pertence à família e sim a própria criança e é indelegável. É clausula pétrea da CF88. Não fosse assim a Eutanásia seria uma prática corriqueira na sociedade, já que a família poderia decidir sobre o fim da vida de parentes em face de doenças incuráveis ou sofrimento do paciente. Por outro lado, quem é que pode afirmar com absoluta certeza de que a criança em questão iria professar a crença da família no futuro? Conheço gente que professavam diversas religiões e hoje estão em outra. Ou se tornaram ateus, ou agnósticos, ou mudaram para o islã ou budismo, ou até dentro do próprio cristianismo eram católicos e hoje são evangélicos, batistas que hoje são umbandistas e assim vai... O direito à vida é indelegável e prevalente sobre o direito de exercer uma religião pelo simples fato que sem vida não se pode professar uma religião, qualquer que seja. O direito à vida neste caso é da criança e não de seus pais. O Estado é laico e mesmo que não fosse (o que seria um absurdo) a vida da criança não pertence aos pais já que o direito de propriedade não se estende aos seres humanos como era no caso da escravidão que foi abolida no Brasil. A turma do STJ está certa. A responsabilidade é dos médicos. Não fosse assim, a Eutanásia teria que ser permitida também, entre outras coisas. Não é a vontade da família ou dos médicos que devem prevalecer. A CF88 é bem clara sobre a cláusula pétrea a respeito do direito a vida. O direito a vida da criança é indelegável. Cumpra-se. Sequer se sabe se essa criança no futuro vai querer seguir a alguma religião. Por isso é que o Estado tem que ser laico. Pois em nome de Deus ainda tem gente que quer continuar matando ou impedindo a intervenção em favor da vida. Ainda tem o fato de que doações de órgãos contém tecidos humanos e sangue. Seria correto não dar o direito as pessoas de não receberem órgãos como corações, rins, pulmões, pelé, etc.? continuar lendo

    Não sou Testemunha de Jeová, mas gostei de seu comentário Luciana. continuar lendo

    Luciana. Com todo respeito, mas você deve rever seu conceito sobre qual direito tem mais valor. Se todos os direitos tivessem a mesma hierarquia, por qual motivo, como por exemplo no nosso sistema penal, não adotaríamos a pena de morte? Seria então, neste caso, o direito à vida tão importante quanto ao da liberdade? Os pais não deveriam ter opinado sobre o tratamento ou não de sua filha no que envolve risco de vida. Eles não tem o direito de decidir sobre o direito à vida desta criança. Isto foge do poder familiar que eles exerciam sobre ela. Este caso, sinceramente, foi lamentável. continuar lendo

    Luciana Torres: eu sou cristão e tenho Testemunhas de Jeová entre os parentes. Tenho muito respeito pelas TJs que, convenhamos, são pessoas decentes, inteligentes, a maioria honesta e muito religiosa, porém sabemos que tornaram-se arianas (seguidoras de Ário, que nega a divindade de Jesus) cooptadas de surpresa na porta de casa por TJs mais antigos, mais simpáticos e mais sorridentes, que lhes ofereceram "estudar a bíblia" e conhecer "O Reino" e suas vantagens sobre "outras religiões". Porém, sem esclarecer--lhes que essa "bíblia" seria a TNM (cópia da Bíblia Sagrada reproduzida em sinônimos e por modificações de interesse da Torre de Vigia). São as TJs, portanto, INOCENTES, quanto às adulterações que a Torre de Vigia introduziu na TNM, seu manual da fé, de forma a torná-la o INVERSO da revelação contida na Bíblia Sagrada, e com isso insuflando contendas e rusgas religiosas como essa descabida disputa quanto a questão do sangue. Certo é que, uma vez decididos a crer de todo o coração na Palavra de Deus, a fé das novas TJs foi "estrategicamente" desviada para a TNM e assim abraçaram o pecado da transfusão de sangue como artigo de fé e dele não arredarão pé, a menos que abandonem a Torre de Vigia e se voltem para a Bíblia Sagrada, para as TJs uma ilustre desconhecida. Quem conhece uma TJ sabe do processo de intimidação e de humilhação pública que todos sofrem por parte de seus Anciãos. Isso para desencorajar desfiliações, deserções e desistências, e funciona a todo vapor. Basta acessar na internet o site das ex-TJs e os pungentes depoimentos dos corajosos desistentes, e claro, suas queixas mais graves. A idéia de proibir às TJs a transfusão de sangue, entre outras bizarrices, foi de Charles Taze Russel, patrono das TJs, E NÃO de Deus, o Altíssimo todo-poderoso. O problema das TJs, portanto, provém da raiz de sua corrente de fé, criada por um homem disposto a desafiar a sabedoria de Deus, por não confiar em Sua divina providencia. continuar lendo

    Muito bem, concordo. Artigo muito mal elaborado totalmente tendencioso para não dizer preconceituoso. continuar lendo

    Esse Deus é Jeová. Não sou Testemunha de Jeová, mas, entendo perfeitamente o que é ter um princípio bíblico. Importa salientar que são estas Testemunhas de Jeová que se mantiveram fieis aos seus princípios religiosos durante as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, recusando-se a matar em nome de sua nacionalidade, suportando perseguição e até mesmo a morte. Portanto, as Testemunhas de Jeová merecem o respeito por suas crenças e princípios. continuar lendo

    Uma virtude não justifica um erro Gisaldo Pereira. Sou teólogo de uma outra denominação que guarda o sábado Bíblico e que por isso expõe seus membros a muitas dificuldades com trabalho e escola, mas em nada se distancia da essência da doutrina do Canon Sagrado. Gosto do ardor e do trabalho dos TJs em testemunhar de suas crenças, mas infelizmente esta interpretação do sangue é equivocada e distorce a imagem amorosa e misericordiosa de DEUS. continuar lendo

    Erson Leal,

    Você ser Teólogo faz de você senhor da verdade? A Teologia é uma ciência tão controversa quanto o direito. Existem N's Doutrinas e Ramificações. Se na sua concepção guardar o sábado é correto na de MILHARES DE TEÓLOGOS guardar o sábado não é ordem bíblica para nossos tempos e sim para os Judeus do antigo testamento. Portanto, sua Teologia esta errada. continuar lendo

    Da mesma forma que as não testemunhas de Jeová merecem o respeito dos membros dessa seita, não há justificativa para a total segregação que sofrem os demais cristãos por parte das TJ. Não é como se pertencêssemos a uma outra religião, é como se fizéssemos parte de outro gênero de mamíferos. Se eles estão se referindo ao Velho e ao Novo Testamentos devem admitir que os demais cristãos e mesmo os judeus que obedecem a Lei Talmúdica não se furtam à tratamentos médicos que requerem transfusões. Fundamento é coisa séria. Se mal interpretado e radicalizado leva à total intransigência com todas as suas consequências. Vejam, por exemplo, as diversas posturas islâmicas. Aquelas de paz, e aquelas fundamentalistas. Não acredito que seja isto que Jeová, princípio do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo deseja para as Suas criaturas. continuar lendo

    O direito à vida é indelegável e prevalente sobre o direito de exercer uma religião pelo simples fato que sem vida não se pode professar uma religião, qualquer que seja. O direito à vida neste caso é da criança e não de seus pais. O Estado é laico e mesmo que não fosse (o que seria um absurdo) a vida da criança não pertence aos pais já que o direito de propriedade não se estende aos seres humanos como era no caso da escravidão que foi abolida no Brasil. continuar lendo

    Erick Daudt

    O Erson Leal não está atacando sua religião, nem dizendo que é pior ou melhor do que outra.

    A bíblia, pelo que sei, não admite ter uma parte para usar por um povo e outra para outros. As citações acima sobre a proibição em relação ao sangue citam claramente ingestão de sangue e de forma ambígua, algum outro tratamento, mas em nenhum momento poderia ter citado transfusão por sequer existir este processo quando os textos foram compilados. É crença. Sem entrar no mérito, quem acreditar vai encontrar na bíblia argumento para que o que acreditar. continuar lendo

    Perfeito o seu posicionamento, Mauricio Vilanova continuar lendo

    Mauricio Vilanova, e onde é que você vê agressão ao Estado Laico nas Testemunhas de Jeová?

    Elas são neutras na política. E o que está em questão não enseja que o Estado seja religioso.

    As Testemunhas de Jeová respeitam a santidade da vida como foi vistos por exemplo nas 2 guerras mundiais. Foram neutras politicamente e não pegaram em armas mesmo que isso lhes custasse a vida.

    E hoje quando darem valor a santidade da vida própria e de seus entes vão ao hospital. Recusam-se por motivo de consciência e por extensão de saúde a usar o muito duvidoso tratamento de transfusão de sangue herança da guerra mundial. Sangue era usado como medicina desde a antiguidade.
    Hoje as TJs querem tratamentos alternativos muito mais acessíveis que o ouro vermelho liquido.

    E quanto a criança, os responsáveis legais e morais eram os pais e não o Estado. continuar lendo

    Concluindo, em minha opinião, a vida é o nosso bem mais precioso e deve ser tratado como tal. Juridicamente, não deve ser diferente, pois o direito à vida é pré-requisito para a existência dos outros direitos. continuar lendo

    Concordo plenamente. continuar lendo

    Obrigado, abraços. continuar lendo

    Não entendi... continuar lendo